‘Festival da COP30’ começa sem líderes dos países mais poluentes do mundo

Redação 011
2 Min
'Festival da COP30' começa sem líderes dos países mais poluentes do mundo
foto: Ricardo Stuckert / PR

A abertura da COP30 em Belém do Pará nesta semana evidenciou o esvaziamento político do evento, marcado pela ausência dos chefes de Estado ou de Governo das cinco nações que mais emitem gases de efeito estufa: China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Japão. A ausência dos principais emissores globais enfraquece a efetividade de um encontro previsto para impulsionar compromissos para conter o aquecimento global. A conferência marca os 10 anos do Acordo de Paris, mas começa sem a presença dos principais responsáveis pelas emissões.

Apesar do discurso do governo Lula em defesa do multilateralismo, a estrutura precária da cidade-sede e os altos custos de hospedagem dificultaram a participação de países em desenvolvimento. A solução emergencial envolveu o uso de dois navios atracados no Porto de Outeiro, construído às pressas, para abrigar delegações de 66 países, sendo 56 com custos cobertos pela ONU. Ainda assim, o número de representantes caiu pela metade em relação à edição anterior, e cerca de 100 países deixaram de enviar delegações, segundo dados oficiais.

Lula tentou usar a COP30 como vitrine internacional para reforçar sua agenda ambiental, mas a contradição veio à tona na véspera do evento, quando o Governo Federal autorizou a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Além disso, apenas 109 dos 194 países signatários da Convenção do Clima apresentaram suas NDCs, e as metas atuais cobrem somente 30% das emissões globais. Segundo o Observatório do Clima, o mundo caminha para uma redução de apenas 4% até 2035, muito aquém dos 60% necessários para manter a meta de 1,5 °C.

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