As convenções partidárias terão início nesta segunda-feira (20) e se estenderão até 5 de agosto, marcando uma fase decisiva do calendário eleitoral. Durante esse período, partidos e federações irão oficializar os nomes que disputarão cargos como presidente da República, governadores, senadores e deputados. Além da escolha dos candidatos, os encontros também servem para definir coligações e estratégias de campanha, que passam a ganhar corpo após a homologação interna das siglas.
O processo é obrigatório para que qualquer candidatura seja validada pela Justiça Eleitoral. Segundo especialistas, somente os nomes aprovados em convenção podem solicitar registro oficial, etapa que deve ser concluída até 16 de agosto. A partir do dia seguinte, a campanha estará liberada nas ruas e na internet, com propaganda e eventos voltados ao eleitorado. As convenções podem ocorrer em formato presencial, virtual ou híbrido, e são realizadas em três níveis: nacional, estadual e municipal.
Na corrida presidencial, cinco pré-candidatos já marcaram suas datas. Flávio Bolsonaro (PL) terá convenção em São Paulo no dia 25 de julho; Ronaldo Caiado (PSD) no dia 26; Romeu Zema (Novo) em Brasília no dia 27; Renan Santos (Missão) em São Paulo em 1º de agosto; e Lula (PT) em São Paulo no dia 2. Além da escolha dos nomes, as siglas precisam respeitar a cota de gênero, definir números de urna e registrar atas e listas de presença junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Esses passos garantem a regularidade jurídica e a transparência do processo.

